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17
jan

Os riscos da Automedicação.

automedicação

         A evolução da farmacologia nos deu a possibilidade de curar diversas enfermidades, algumas fatais até então. Entretanto, nos dias de hoje, basta uma simples dor de cabeça ou algum desconforto para já recorremos aquele remédio que guardamos nas bolsas ou em casa, a chamada automedicação. Porém, os fármacos não são inofensivos e seu uso, especialmente quando indiscriminado e sem prescrição médica, pode mascarar doenças, anular os efeitos de outros medicamentos e até ser a causa de enfermidades sérias e irreversíveis no futuro.

         Uma pesquisa feita pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), em 2016, entrevistou 1480 pessoas em 12 capitais brasileiras e mostrou que 72,4% praticava a automedicação, e dessas, 32% tinham o hábito de aumentar as doses para potencializar os efeitos.

         Os medicamentos mais utilizados sem orientação médica são os analgésicos (paracetamol e dipirona, por exemplo) e os anti-inflamatórios (ibuprofeno, nimesulida e outros), principalmente por serem de fácil acesso, já que são vendidos sem receita, e por terem efeitos rápidos. Porém, o uso desses medicamentos de forma imoderada e prolongada pode ser extremamente ameaçador a saúde.

          Os anti-inflamatórios podem causar sangramento e hemorragias, insuficiência renal e gastrite. Se forem produzidos a base de corticoides, bloqueiam o sistema de defesa do corpo e causam o afinamento da pele, úlcera, problemas nos dentes, glaucoma, osteoporoze, depressão, hipertensão e diabetes.

          Já os analgésicos, além dos riscos similares como sangramentos e problemas hepáticos, são os campeões em esconder e agravar doenças, além de seu poder de dependência e até resistência (já que em certo ponto as dosagens baixas deixam de ser eficazes). Se combinados, analgésicos e anti-inflamatórios podem gerar um quadro de nefrite analgésica, doença renal séria diagnosticável apenas com exame laboratorial

          Outra substância bastante consumida pelos brasileiros sem orientação médica e que têm efeitos nocivos à saúde são os diuréticos, usados para perda de peso. Estes diminuem a quantidade de sódio e potássio do corpo, causando câimbras e arritimias cardíacas, além de outros riscos cardiovasculares e renais.

          Deve ser ressaltado, nos casos de idosos, que a automedicação torna-se ainda mais perigosa, uma vez que os idosos costumam tomar uma larga cartela de medicamentos a fim de controlar doenças crônicas.

          São varios os malefícos da automedicação, como os citados anteriormente, porém esses malefícios não se restringem aos individuos que se automedicam. O uso exagerado de antibióticos está criando novas bactérias extremamente resistentes a esses medicamentos, as chamadas Superbactérias. Essas bactérias já matam 700 mil pessoas por ano no mundo e a previsão para 2050 é de 10 milhões ao ano, superando o número de mortes causadas por Câncer.

          Para reverter este cenário, deve-se tomar consciência dos riscos da automedicação e parar com essa prática. Além disso, médicos devem ser mais criteriosos ao prescrever antibióticos e sempre alertar seus pacientes para o correto uso e descarte dos mesmos. Outro ponto seria um controle melhor do uso de antibióticos nas plantações e pecuária.

          Para concluir, a automedicação deve ser uma exceção e não uma regra. Não é necessário que tenhamos uma grande variedade de remédos em casa para combater qualquer desconforto. O excesso de remédios à disposição pode levar ao consumo inadequado.

         O uso de medicamentos só deve ocorrer após consulta e recomendação médica. O farmacêutico é um profissional especializado na assistência farmacêutica, podendo auxiliar os pacientes no atendimento das necessidades do receituário médico, aquisição de produtos, conferência de receitas e posologia, e também tirar todas as dúvidas relacionadas às receitas e medicamentos.

         Fique sempre atento aos riscos na hora de se automedicar.

  Você pode entrar em contato com o Centro Paulista clicando aqui.

 

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