As plantas têm sido uma fonte essencial de medicamentos e tratamentos tradicionais ao longo da história da humanidade. Em muitas partes do mundo, as plantas medicinais desempenham um papel vital na saúde da população.
Com a crescente conscientização sobre alternativas naturais como métodos adjuvantes aos tratamentos convencionais, a pesquisa sobre o potencial terapêutico de plantas medicinais está se expandindo. Neste contexto, um estudo recente se destacou ao investigar os benefícios do consumo de bebida de hibisco em indivíduos saudáveis durante um período de seis meses.
O hibisco, conhecido cientificamente como Hibiscus sabdariffa L., é uma planta que tem sido apreciada em todo o mundo por suas características terapêuticas e seu sabor agradável. Com nomes locais variados, como “karkade,” “rosela vermelha,” e “asam paya,” o hibisco é comumente usado em várias culinárias e bebidas, incluindo chás, sucos e geleias.
A pesquisa em questão, revelou uma série de benefícios surpreendentes, incluindo atividade antioxidante, redução da pressão arterial e melhorias na função hepática. Essas descobertas destacam o potencial terapêutico do hibisco e sua aplicação como um tratamento adjuvante em cuidados de saúde.
Principais descobertas do estudo
Uma das descobertas mais notáveis deste estudo é a alta atividade antioxidante presente na bebida de hibisco. Os cálices da flor de hibisco são ricos em antioxidantes naturais, incluindo antocianinas, flavonoides e outros compostos fenólicos. Esses antioxidantes desempenham um papel fundamental na proteção do corpo contra o estresse oxidativo, que está associado a piora do desempenho esportivo e a várias doenças crônicas.
Outra descoberta significativa está relacionada à pressão arterial. O estudo observou uma redução notável na pressão arterial sistólica e diastólica em indivíduos saudáveis que consumiram a bebida de hibisco ao longo de seis meses. Isso é particularmente promissor, pois a hipertensão é um fator de risco importante para várias doenças cardiovasculares.
A pesquisa também indicou melhorias na função hepática, com um aumento nos níveis de antioxidantes no fígado. Isso é crucial, uma vez que o fígado desempenha um papel vital na desintoxicação do corpo e na regulação de lipídios, o que pode ter implicações na saúde da pele.
Embora o estudo não tenha investigado diretamente os efeitos do hibisco na saúde da pele, os antioxidantes e compostos fenólicos presentes na planta sugerem que esses benefícios podem se estender à pele, oferecendo potencialmente propriedades anti-envelhecimento e de proteção contra danos cutâneos.
Como o estudo foi feito?
As bebidas de hibisco e de controle placebo foram cuidadosamente formuladas para garantir a uniformidade e a indistinguibilidade. A bebida de hibisco continha compostos fenólicos e antocianinas, conhecidos por suas propriedades antioxidantes. Os ingredientes incluíam extratos de hibisco, açúcar mascavo e outros componentes naturais. Enquanto isso, a bebida placebo era projetada para se assemelhar à bebida de hibisco em termos de cor, sabor e aroma, mas não continha os componentes ativos do hibisco.
O estudo incluiu 39 indivíduos saudáveis, entre 40 e 75 anos de idade, que atenderam aos critérios de inclusão, como não tomar medicamentos para pressão arterial ou problemas de pele e ter uma pressão arterial sistólica mínima de 110 mmHg em repouso. Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um consumiu a bebida de hibisco nos primeiros seis meses, seguidos por um mês de período de lavagem, e depois a bebida de controle de placebo por seis meses; o outro grupo seguiu o caminho oposto.
Os resultados confirmam o potencial do hibisco
Os resultados deste estudo mostraram uma redução significativa na pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) em indivíduos que consumiram a bebida de hibisco por seis meses. Esse efeito positivo na pressão arterial foi consistente com estudos anteriores que destacaram o potencial do hibisco no tratamento da hipertensão. Esses estudos indicam que o hibisco pode atuar como um vasodilatador e inibir a enzima conversora de angiotensina (ECA), contribuindo assim para a redução da pressão arterial.
A relação entre a saúde hepática e a saúde da pele foi explorada neste estudo, revelando descobertas intrigantes. O consumo de bebida de hibisco resultou em um aumento dos antioxidantes no fígado, incluindo enzimas como superóxido dismutase (SOD), glicose-6-fosfato desidrogenase (G-6-PDH), glutationa peroxidase (GSH-Px) e glutationa redutase (GSH-Rd). Esses antioxidantes desempenham um papel importante na defesa contra o estresse oxidativo, que pode afetar negativamente a função hepática e a saúde da pele.
Além disso, este estudo mostrou que o hibisco exerceu atividade antioxidante significativa, reduzindo o estresse oxidativo. O hibisco demonstrou a capacidade de estabilizar os radicais livres, prevenindo assim o desenvolvimento de doenças crônicas relacionadas ao estresse oxidativo.
Perspectivas Futuras
Embora os resultados sejam promissores, o ensaio apresenta algumas limitações, como um tamanho de amostra relativamente pequeno e uma duração de seis meses. Portanto, pesquisas adicionais são necessárias para entender completamente os mecanismos subjacentes e avaliar os efeitos a longo prazo do consumo de hibisco em diferentes populações.
No entanto, os achados atuais destacam o potencial do hibisco como um complemento valioso para o tratamento adjuvante em indivíduos saudáveis, com impactos positivos na pressão arterial, função hepática e saúde da pele. Acreditamos que essa pesquisa seja um passo importante na compreensão dos benefícios dos produtos naturais para a saúde humana. Continue acompanhando nosso blog para obter mais informações sobre avanços médicos e produtos naturais com propriedades medicinais.
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Referências
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